Plano tecnológico...

Há qualquer coisa de inexplicável no actual Ministro da Economia. Por um lado parece estar como número 1, indiscutível, na lista de despensas da próxima remodelação ministerial. Por outro, eis que sai das cinzas e garante não ser remodelável (em entrevista na SIC Notícias). Na mesmíssima entrevista garante que o Plano Tecnológico está a ir muito bem, que já está na rua e que prova disso é a declaração de princípios feito através de uma listinha de sonhos do governo para os próximos anos. Quando o jornalista, de sorriso amarelo a prever o desastre, lhe pergunta "mas então o que é que já se fez no âmbito do Plano Tecnológico desde que este governo tomou posse"(?), Pinho responde: "olhe, já se fez muita coisa, por exemplo com a introdução do inglês na primária"... E fico-me por aqui. Nem sei como acabar este post diante de tamanho brilhantismo...
Surrealista

3 Comments:
è um ministro possível diria um qualquer treinador de futebol. Não é o melhor mas foi o que se arranjou. Podemos mesmo dizer que é um verdadeiro animal. Animal politico, abil nas palavras mas parco nas ideias e nas acções.
Hábil, João???? Hábil???? É exactamente o que ele não é. Noutro momento fantástico da entrevista Pinho responde desta forma a uma pergunta sobre se regressava ao BES ´quando saísse do Governo: «Bom...(pausa)...eeeeh... (nova pausa)... sabe... (pausa mais curta)... é como os jogadores da Liga dos Campeões (Pausa e Afonso de boca aberta algures entre o bocejo e o pasmo completo)... os jogadores também não sabem para que clube vão (Eu faço uma pausa). Hábil?
O ministro, como qualquer animal, teme o exterminio, sendo que, como animal que é deixa sempre uma porta aberta (pelo menos uma janela, quanto mais não seja para saltar).
Quanto ao teu espanto (e meu) pelas palavras do ministro, nada de novo, mas somos uma pequena minoria a pensar asim. O verdadeiramente surreal é sermos poucos a achar surreal as declarações do ministro.
A pergunta é, no fim de contas, se não é o ministro um homem/animal de palavras hábeis (ainda que primário), o povo surreal e nós sei lá, talvez uns jovens com demasiado bom senso para viver num país como Portugal?
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