A Insustentável Leveza do Ser

“A Insustentável Leveza do Ser é seguramente um dos romances míticos da última década, uma daquelas obras raras que alteram o modo como toda uma geração observa o mundo que a rodeia.”
E é mesmo o que diz a citação. Não sei explicar melhor.
Acabei de ler o livro. Demorei uma eternidade. Não por preguiça, nem por falta de tempo. Apenas porque li e reli uma data de passagens até à exaustão. Para perceber, para sentir e para perceber outra vez.
É um misto cujo resultado se encontra algures entre o romance, a filosofia e a mera narrativa. Kundera prende-nos e obriga-nos a reflectir sobre o acaso, a alma, a morte e o amor. Obriga.
Só sei dizer isto. Não vos posso por isso fazer um daqueles resumos típicos, pois embora tenha um enredo (muito bem construído), o livro é tão marcante que cada um lê à sua maneira. Retira-se o que no momento mais se precisa. Acho que se daqui a uns anos o voltar a ler, vou redescobrir outro livro.
O melhor dos livros é quando sinto que os posso usar. Este usei-o sem pudor. Se fosse escritora, seria esse o meu auge. Fazer com que os leitores consigam usar como suas as minhas palavras. Que se revejam entre as linhas.
Pronto. Já chega. Deu-me para isto.
É polemico e há muito boa gente que não gostou. Eu gostei e marcou. Top 10.
Tenho dito.
PS: TAMBÉM NÃO QUERO QUE O SURREALISTA MORRA!
Surrealista

4 Comments:
Estou para ler há séculos!
O de cá de casa desapareceu...
Vou procurá-lo desenfreadamente mais uma vez e, se tudo falhar, compro ou "alugo" a alguém.
Obrigada e beijinhos Sra. Doutora!
Empresto-te com todo o gosto do mundo!!
Tá é todo sublinhado e comentado...
Bjs!!
FUI EU QUE O ROUBEI!!!!
engraçado. o meu também está todo sulinhado. de tão marcante que foi para ti...cá vou eu relê-lo. pena depois não podermos conversar sobre ele.
vitória
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